Eu ia fazer um post falando do quanto eu A M O Duffy. É uma cantora, sabe? E é "amo" assim mesmo, em caixa alta e tal. Então eu percebi a uma coisa que motivou outro post, um pouco mais interessante, eu acho.
Quem me conheceu quando eu tinha 12 anos sabia da minha tristeza por estar apaixonada pelo vizinho que acabou namorando minha melhor amiga. Aos 14 eu sofria porque não tinha amigos na colégio. Aos 16 eu sofria porque não podia ir a lugar nenhum e nunca gsotava dos caras certos. Depois dos 18 foi um sofrimento só que tinha até nome.
A minha vida toda eu nunca amei as coisas. Notei que sempre fui muito de "eu gosto" e nunca de "eu amo". Nada me empolgava (além dos meus livros) e reclamava demais.
Hoje eu consigo sorrir para pessoas na rua, sem simpática com todos que me atendem, mesmo que eles não sejam nem um pouco simpáticos comigo. Sorrir de graça é um conceito muito novo pra mim. Eu digo fazer isso genuinamente, sinceramente. A capacidade de amar as coisas também. Eu nem consigo me lembrar direito da pessoa amarga que eu era. Tenho flashs, mas o resto é meio embaçado.
Posso dizer que passei por coisas muito, mas muito ruins nesses 21 anos. Especialmente nesse último. Felizmente, eu consegui sair daquela bagunça muito mudada. Não sem ajuda, é lógico. Meus anjos de guarda, aqueles que ficaram do meu lado e trouxeram luz para a minha vida.
Não posso mais dizer que sou uma pessoa noturna, uma pessoa obsura e atormentada. Eu amo a luz, o sol, comédias romanticas e música brega. Adoro vestir cores, abusar da comida de vez em quando, usar o cabelo solto e cantar alto no chuveiro.
Eu A M O!
E meu pequeno anjo - aquele que não dorme se eu não estiver na cama do lado - me ajudou demais. Ele abriu meus olhos e o meu coração. Ele me ensinou a ir além. A ser forte. E que passar uma hora cantando música e rindo do meu umbigo é mais divertido do que qualquer porre que eu já tomei nessa vida.
Meu outro anjo me ensinou que eu sou mlehor do que eu penso, que eu sou capaz. Ele segurou minha mão quando eu precisei passar num corredor cheio de olhos esperando que eu caísse e me manteve de pé. Ele cobriu minha cabeça quando choveu, meus pés quando esfriou e meus lábios quando me amou. Ele me abraçou, mantendo os pedaços de mim unidos até que eu pudesse andar sem me desfazer.
A coisa sobre esses anjos é que eles me amam pelo que eu sou. Eles realmente me amam. Eles sentem minha falta, eles me completam, eles se preocupam em me fazer feliz e só o que eu quero é que eles sejam felizes também. E é por nós todos que eu vivo hoje. Por mim mesma também.
Essa sensação de liberdade, de poder amar as coisas sem me procupar com julgamentos ou preconceitos, não tem preço. E se faz bem pra mim, faz bem para aqueles que gostam de mim. E é isso que importa.
sexta-feira, 13 de março de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário