sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Deprê

Acho que a essa altura do campeonato ninguém mais lê blogs, não é? Quer dizer, tirando aqueles mais elaborados, que dão dinheiro. Quem mais escreve em blog depois do twitter?
Estou aqui hoje porque estou muito triste e não tenho com quem conversar. É o primeiro motivo para alguém fazer um blog, não é? Conversar com a internet e ver o que volta? OU não volta.
Estou triste. Sabe aquela tristeza que não cabe dentro da gente, mas falta espaço inde estamos para deixar ela sair? Triste assim. Sinto como se tivesse caído a minha ficha e eu pudesse ver claramente as coisas como são. Quem eu sou. Tudo o que eu fiz e faço. E sabe a coisa ruim? Não gostar do que estou vendo. Você vai perceber por estas linhas que eu não escrevo lá muito bem. Que eu não digito muito bem. Que eu não sou o tipo de pessoa que vai animar a sua festinha do final de semana. E o que você não pode ver é que eu sou preguiçosa, relaxada, irresponsável, teimosa e instável. Sim, amanhã eu posso acordar acreditando que tudo não passou de uma TPM e que o dia é lindo e a vida é boa demais para ser verdade. Hoje me disseram"mas as coisas já estão melhores". Estão. Mas quando o melhor ainda é muito ruim, o que a gente faz? Eu não vou me jogar debaixo de um carro, mas eu queria muito que a dor passasse. Sabe aquela dor? Aquela que aparece quando a gente descobre uma verdade e percebe que ela estava lá na sua cara o tempo todo?
Gostava mais da minha vida quando os meus maiores problemas eram nunca ser correspondida pelas minhas paixões e conseguir boas notas na escola. Essa era uma boa época. Eu trocaria todas as minhas dores de amor por essa dor pela minha existência. De verdade. Eu sofreria tudo de novo por todos os rapazes inatingíveis que eu já amei e por todos os atingíveis que partiram meu coração. Pura e simplesmente porque eu sei que depois que a gente encontra um novo amor, essa coisa passa. Mas será que a dor da existência só vai passar quando eu encontrar uma nova vida?
Obrigada por me ouvir, Internet. Você é sempre uma boa ouvinte. Infelizmente, eu queria mais que um ouvinte. Queria alguém que falasse de volta, que segurasse minha mão e me dissesse que tudo vai passar. Que prometesse que tudo vai passar. Não tem ninguém aqui. Minhas obrigações me chamam na sala ao lado e dessas eu não posso fugir. Então está na hora de vestir a cara feliz e subir ao palco da vida e interpretar meu papel. Mãe esforçada, namorada mediocre, funcionária mais ou menos. Sorrir e dizer a todos que tenham uma boa noite, enquanto eu sei que a minha não vai ser nada boa. Talvez seja, quem sabe? Eu não sei. Sou só uma pessoa sozinha aqui, com a internet. Tanto que eu poderia ter sido, não é? Tanto que eu poderia ter feito. Não adianta chorar pelo leite derramado, mas sempre podemos olhar para a marca da queimadura e lembrar que o leite derramado deixou uma cicatriz horrível, que nunca vai sair.
Quem é feliz de verdade, internet? Se encontrar alguém, dê o meu endereço de e-mail e peça que me procure. Estou disposta a aprender a ser feliz, desde que não me peçam para me contentar com o que eu tenho. Cai nessa armadilha e veja onde estou: sozinha com a internet. O conformismo nos cega e nos faz parar de querer. Passei muito tempo sem ver e agora só o que eu queria era a habilidade de fechar os olhos e, num topor eterno, nunca mais me sentir assim novamente. OU de qualquer outra forma. Já pensou internet? Não sentir absolutamente nada? Nunca mais. Acho que seria mais ou menos como estar aqui sozinha com a internet, sem a parte de sentir pena de si mesma e a tal tristeza que me fez procurar alguém com quem conversar.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Eu já vi isso

Alguém já assistiu um filme e pensou: been there, seen it.

Tava assistindo alguma coisa no megapix e tive um deja vu absurdo

Aparência

É meio decepcionante a mudança de estação. Eu adoro o frio, mas tive que voltar para meu guarda-roupa antigo e notar como aquelas roupas não me vestem bem.
Acho que eu já cresci o suficiente e adquiri um estilo próprio e posso perfeitamente me livrar do guarda-roupa 80/90 da minha mãe.
Mas e quando falta o dinheiro? E quando falta o corpo?
Qual solução pode ser rápida o suficiente para não me fazer querer morrer toda vez que tenho que sair de casa?

sábado, 4 de abril de 2009

Plano de fuga

Abri os olhos lentamente e a luz me cegou. Completamente desfocado, notei um saco de soro flutuando sobre a minha cabeça e ouvi vozes distante. Os olhos, pesados, se fecharam novamente.

xxx

Ouvi as vozes mais próxima e com algum esforço consegui entender algumas coisas. Duas mulheres discutiam o almoço. Quando ouvi o timbre masculino, meu coração disparou e senti uma dor excruciante na minha cabeça. Um gemido baixo. Meu gemido. Quatro cabeças flutuaram sobre a minha. De repente, me senti adormecendo das pontas dos dedos dos pés até o topo da minha cabeça. O mundo se calou novamente.

xxx

Senti minha boca seca e uma vontade de falar, mas não consegui. Aspirei com força, como se não fizesse isso há anos. Tossi com a mesma força e senti gosto de sangue em minha garganta.
Um enfermeira imediatamente apareceu ao meu lado perguntando como eu me sentia e me chamando de querida. "Onde estou?" foi o que eu consegui. Num hospital. Isso me parecia óbvio, mas não achei de bom tom zombar da mulher que monitorava meus batimentos. "O que aconteceu?"
Ela suspirou e disse que minha mãe estava na cafeteria, já tinha saído há uns bons 15 minutos e deveria voltar logo. Ela me explicaria tudo. Não consegui buscar na memória a imagem do rosto de minha mãe. Ou imagem alguma dela. Estranho. "Eu bati a cabeça?" Ela quis saber se eu estava experimentando alguma forma de confusão e disse que talvez isso fosse normal. O médico chegaria logo e faria os exames. Se eu não sabia como tinha chegado ali. "Não". E antes do acidente? "Não" E no dia anterior? "Nada" Querida, você sabe o seu nome? Claro que eu sabia meu nome! Que pergunta imbecil... mas não parecia inteligente agredir a mulher que administrava minha medicação. Branco. Tudo parecia um enorme e acolchoado quarto branco. Eu não me lembrava do meu nome. Não me lembrava do meu nome, de onde tinha vindo. Olhei para minhas mãos, em desespero. Não as reconheci. Minha respiração se tornou ofegante. Eu não me lembrava do rosto de minha mãe. Não sabia seu nome. passei a mão em minha cabeça e senti os meus cabelos. Não sabia que eram castanhos. Não sabia de nada. Toquei meu rosto, inconsolável, e me dei conta de que não conhecia meu próprio rosto. Desejei acordar novamente.
Como estava muito agitada, e enfermeira misericordiosamente aplicou a dose cavalar de remédio e eu adormeci em instantes. Meu rosto sem rosto foi a última coisa na frente dos meus olhos antes da escuridão e a dormência dominarem meu corpo mais uma vez.

Tarde da noite - parte 3



Minha contribuição para o MOBA - Museu de arte ruim

Ficou mais bonito no paint...

Tarde da noite - parte 2

Já sei, já sei!

Que tal um post chamado: "Quem tem medo dos colunistas sociais?"

É, porque hoje em dia eles ainda conseguem fazer algum mal para a "sociedade"?

Quem realmente se importa com o que aparece na coluna?

Alguém, alguém?

Então por que eles existem?

E por que alguém leria esse post..?

Tarde da noite

Bom, na verdade já é praticamente dia. Quatro e meia da manhã não é quatro e meia da noite, afinal.

O que fazer, o que fazer??

Num lapso de produtividade o trabalho está todinho feito. Pânico.

O que fazer, o que fazer??

Nada interessante na TV.

Nada de sono.

Nenhuma idéia brilhante para um post.

O que fazer, o que fazer??

Digamos que se ninguém se matou de tédio lendo isso, talvez eu devesse tentar.

Ai, ai, a fome...

Repita comigo: nunca mais vou esquecer de trazer comida para o trabalho. NUNCA.

Minha úlcera agradece.

Ah, cansei!