Acho que a essa altura do campeonato ninguém mais lê blogs, não é? Quer dizer, tirando aqueles mais elaborados, que dão dinheiro. Quem mais escreve em blog depois do twitter?
Estou aqui hoje porque estou muito triste e não tenho com quem conversar. É o primeiro motivo para alguém fazer um blog, não é? Conversar com a internet e ver o que volta? OU não volta.
Estou triste. Sabe aquela tristeza que não cabe dentro da gente, mas falta espaço inde estamos para deixar ela sair? Triste assim. Sinto como se tivesse caído a minha ficha e eu pudesse ver claramente as coisas como são. Quem eu sou. Tudo o que eu fiz e faço. E sabe a coisa ruim? Não gostar do que estou vendo. Você vai perceber por estas linhas que eu não escrevo lá muito bem. Que eu não digito muito bem. Que eu não sou o tipo de pessoa que vai animar a sua festinha do final de semana. E o que você não pode ver é que eu sou preguiçosa, relaxada, irresponsável, teimosa e instável. Sim, amanhã eu posso acordar acreditando que tudo não passou de uma TPM e que o dia é lindo e a vida é boa demais para ser verdade. Hoje me disseram"mas as coisas já estão melhores". Estão. Mas quando o melhor ainda é muito ruim, o que a gente faz? Eu não vou me jogar debaixo de um carro, mas eu queria muito que a dor passasse. Sabe aquela dor? Aquela que aparece quando a gente descobre uma verdade e percebe que ela estava lá na sua cara o tempo todo?
Gostava mais da minha vida quando os meus maiores problemas eram nunca ser correspondida pelas minhas paixões e conseguir boas notas na escola. Essa era uma boa época. Eu trocaria todas as minhas dores de amor por essa dor pela minha existência. De verdade. Eu sofreria tudo de novo por todos os rapazes inatingíveis que eu já amei e por todos os atingíveis que partiram meu coração. Pura e simplesmente porque eu sei que depois que a gente encontra um novo amor, essa coisa passa. Mas será que a dor da existência só vai passar quando eu encontrar uma nova vida?
Obrigada por me ouvir, Internet. Você é sempre uma boa ouvinte. Infelizmente, eu queria mais que um ouvinte. Queria alguém que falasse de volta, que segurasse minha mão e me dissesse que tudo vai passar. Que prometesse que tudo vai passar. Não tem ninguém aqui. Minhas obrigações me chamam na sala ao lado e dessas eu não posso fugir. Então está na hora de vestir a cara feliz e subir ao palco da vida e interpretar meu papel. Mãe esforçada, namorada mediocre, funcionária mais ou menos. Sorrir e dizer a todos que tenham uma boa noite, enquanto eu sei que a minha não vai ser nada boa. Talvez seja, quem sabe? Eu não sei. Sou só uma pessoa sozinha aqui, com a internet. Tanto que eu poderia ter sido, não é? Tanto que eu poderia ter feito. Não adianta chorar pelo leite derramado, mas sempre podemos olhar para a marca da queimadura e lembrar que o leite derramado deixou uma cicatriz horrível, que nunca vai sair.
Quem é feliz de verdade, internet? Se encontrar alguém, dê o meu endereço de e-mail e peça que me procure. Estou disposta a aprender a ser feliz, desde que não me peçam para me contentar com o que eu tenho. Cai nessa armadilha e veja onde estou: sozinha com a internet. O conformismo nos cega e nos faz parar de querer. Passei muito tempo sem ver e agora só o que eu queria era a habilidade de fechar os olhos e, num topor eterno, nunca mais me sentir assim novamente. OU de qualquer outra forma. Já pensou internet? Não sentir absolutamente nada? Nunca mais. Acho que seria mais ou menos como estar aqui sozinha com a internet, sem a parte de sentir pena de si mesma e a tal tristeza que me fez procurar alguém com quem conversar.
Estou aqui hoje porque estou muito triste e não tenho com quem conversar. É o primeiro motivo para alguém fazer um blog, não é? Conversar com a internet e ver o que volta? OU não volta.
Estou triste. Sabe aquela tristeza que não cabe dentro da gente, mas falta espaço inde estamos para deixar ela sair? Triste assim. Sinto como se tivesse caído a minha ficha e eu pudesse ver claramente as coisas como são. Quem eu sou. Tudo o que eu fiz e faço. E sabe a coisa ruim? Não gostar do que estou vendo. Você vai perceber por estas linhas que eu não escrevo lá muito bem. Que eu não digito muito bem. Que eu não sou o tipo de pessoa que vai animar a sua festinha do final de semana. E o que você não pode ver é que eu sou preguiçosa, relaxada, irresponsável, teimosa e instável. Sim, amanhã eu posso acordar acreditando que tudo não passou de uma TPM e que o dia é lindo e a vida é boa demais para ser verdade. Hoje me disseram"mas as coisas já estão melhores". Estão. Mas quando o melhor ainda é muito ruim, o que a gente faz? Eu não vou me jogar debaixo de um carro, mas eu queria muito que a dor passasse. Sabe aquela dor? Aquela que aparece quando a gente descobre uma verdade e percebe que ela estava lá na sua cara o tempo todo?
Gostava mais da minha vida quando os meus maiores problemas eram nunca ser correspondida pelas minhas paixões e conseguir boas notas na escola. Essa era uma boa época. Eu trocaria todas as minhas dores de amor por essa dor pela minha existência. De verdade. Eu sofreria tudo de novo por todos os rapazes inatingíveis que eu já amei e por todos os atingíveis que partiram meu coração. Pura e simplesmente porque eu sei que depois que a gente encontra um novo amor, essa coisa passa. Mas será que a dor da existência só vai passar quando eu encontrar uma nova vida?
Obrigada por me ouvir, Internet. Você é sempre uma boa ouvinte. Infelizmente, eu queria mais que um ouvinte. Queria alguém que falasse de volta, que segurasse minha mão e me dissesse que tudo vai passar. Que prometesse que tudo vai passar. Não tem ninguém aqui. Minhas obrigações me chamam na sala ao lado e dessas eu não posso fugir. Então está na hora de vestir a cara feliz e subir ao palco da vida e interpretar meu papel. Mãe esforçada, namorada mediocre, funcionária mais ou menos. Sorrir e dizer a todos que tenham uma boa noite, enquanto eu sei que a minha não vai ser nada boa. Talvez seja, quem sabe? Eu não sei. Sou só uma pessoa sozinha aqui, com a internet. Tanto que eu poderia ter sido, não é? Tanto que eu poderia ter feito. Não adianta chorar pelo leite derramado, mas sempre podemos olhar para a marca da queimadura e lembrar que o leite derramado deixou uma cicatriz horrível, que nunca vai sair.
Quem é feliz de verdade, internet? Se encontrar alguém, dê o meu endereço de e-mail e peça que me procure. Estou disposta a aprender a ser feliz, desde que não me peçam para me contentar com o que eu tenho. Cai nessa armadilha e veja onde estou: sozinha com a internet. O conformismo nos cega e nos faz parar de querer. Passei muito tempo sem ver e agora só o que eu queria era a habilidade de fechar os olhos e, num topor eterno, nunca mais me sentir assim novamente. OU de qualquer outra forma. Já pensou internet? Não sentir absolutamente nada? Nunca mais. Acho que seria mais ou menos como estar aqui sozinha com a internet, sem a parte de sentir pena de si mesma e a tal tristeza que me fez procurar alguém com quem conversar.