terça-feira, 4 de novembro de 2008

Neurose

Bom, eu tenho algumas neuroses. Algumas fobias. E algumas esquisitisses também.
Por exemplo, eu tenho pavor de sementes. Fico desesperada só de pensar em um mamão cortado ao meio ou um suco de maracujá natureba. A verdade é que eu evito ao máximo comer coisas que não sejam minimamente processadas, industrializadas e artificialmente aromatizadas. Recentemente (nem tanto) eu provei essa fruta que ninguém nunca viu, a groselha. Sou viciada no xarope de groselha desde que me lembro de ser viciada em alguma coisa. Amo! Mas a bendita frutinha não é tão legal assim. Imagine uma pitanga entupida de sementes bem, mas bem pequenas. É azedo e cheio de sementes. Consegui romper a barreira pela emoção de encontrar uma groselha ao vivo, uma sensação parecida com chegar em casa e encontrar o Dave Grohl na minha sala comendo pringles. Mas admito que tenho arrepios na nuca toda vez que lembro da sensação da frutinha explodindo na minha boca.

Dizem que o inferno é um lugar onde você vai viver as piores coisas por toda a eternidade. Não acho que seja algo como um campo de concentração que as pessoas andam acorrentadas carregando pedras enormes sem um objetivo. É o inferno, não a Serra Pelada. Por isso acredito que existe um inferno para cada um. Imagino que meu inferno seja, entre outras coisas, um lugar onde eu só posso comer coisas que tenham sementes no meio. Nojo.
FOTO: Cacho de groselhas que achei na internet

A tal da privacidade

Eu sou uma pessoa normal, certo? Tenho alguns amigos, um namorado, uma família que inclui um filho e dois dálmatas. Vou à faculdade todos os dias, ando de ônibus e como fora sempre que posso. O que eu quero dizer é que eu estou o tempo todo exposta a pessoas. Tudo o que for dito pra mim, perto de mim ou mesmo distante, mas num volume que eu consiga ouvir pode e provavelmente será usado nesse blog e em qualquer outra coisa que eu decida fazer. Não existe propriedade intelectual nas conversas. certo? Então está combinado.
Não é como se eu fosse o Woody Allen e precisasse fazer filmes sobre as pessoas ao meu redor. Literalmente. Eu tenho uma mente fértil e sou capaz de pensar em situações muito engraçadas que estão longe de acontecer comigo. Mas isso é um blog. Tipo um diário. Então, cuidado. Alguma coisa que você disse ou ouviu dizer eventualmente aparecerá num post por aqui. Mas não se preocupe: no geral eu sou discreta.
FOTO: Eu posando de fotógrafa num stand de orquídeas

Quem morreu, quem morreu?

Poxa, você não sabe? Nem eu!