terça-feira, 31 de março de 2009

Burning

Amiguinhos, finalmente uma história que vale a pena.
A premissa não é melhor do que aquelas no caderninho, mas é algo que eu quero escrever. Faz tempo que isso não acontece. Mas não vou me perder desta vez, vou até o fim.
Desejem-me sorte no processo!!!

sexta-feira, 27 de março de 2009

Constatações

  • A tv engorda mesmo; até os seus dentes.
  • A coisa da dicção faz toda a diferença. (ex: Dia e dchia)
  • O Arthur é legal. O Edson dá medo.
  • Cinegrafistas gostam de fofocar.
  • Sempre - SEMPRE - leve o microfone à boca quando falar.
  • Eu fico bem de vermelho.

sábado, 21 de março de 2009

Cabeça, ombro joelho e pé

Sexta-feira teeeeeeensa.
Meu bloqueio criativo resolveu atacar de forma mais agressiva e podou minhas idéias. Não consegui ter nenhuma idéia nova decente. Desânimo...

Domingo os meninos vão no show do Radiohead e eu não quis ir (porque "I'm a creep, I'm a weirdooooo...")

E hoje? Ah, os sábados a Deus pertencem desde a criação! Não sei nem porque insisto em fazer planos quando eles nunca dão certo.

E isso lá merecia um post?

sexta-feira, 20 de março de 2009

Tá tudo bem

Não sei se eu posso dizer isso em voz alta, porque toda vez acontece alguma coisa que me faz ter vontade de nunca mais dizer que está tudo bem. Mas está.
Decidi que vou começar a trabalhar numa história, qualquer uma. Não preciso escrever o grande romance da língua portuguesa, mas preciso sair desse bloqueio. Preciso colocar um final em alguma coisa. Todos precisamos de um ponto final de vez em quando.

O bebê de ontem está melhorando no hospital. Não sabem se ele vai ter sequelas ainda. Quando dizem sequelas eu penso se seria um dano cerebral ou alguma deformidade no corpo. Eu tenho medo de pensar. Na verdade, só o que eu fiz foi pensar.
Eu não sabia o que fazer. Eu precisava ajudar. Não consegui fazer o que os outros fizeram: ler, reclamar, revoltar e seguir em frente. Não deu. Ninguém deveria conseguir. E eu senti como se o menino devesse estar comigo, para que eu cuidasse dele e desse tudo o que ele precisasse. Não importava o custo, o sacrifício, meu filho e eu o receberíamos de braços abertos e seriamos uma família unida, nos apoiando em nossos problemas, sendo fortes. Eu só queria saber que o menino estaria bem. Eu nem sei seu nome, nunca vi seu rosto, mas eu o amo do fundo do meu coração. Eu chorei como se a dor dele fosse minha duas vezes. Eu odiei o monstro agressor como se a criança tivesse meu sangue. Será que eu tenho algum problema? Será que é comum amar um estranho assim? Querer cuidar de um filho que não é meu.

Não sei o que posso fazer pela criança, mas eu vou fazer alguma coisa. Vou fazer uma campanha na faculdade. Vou fazer o que for preciso para ter certeza de que o nenê ficará tão bem quanto o meu anjinho que agora está dormindo. É mais forte do que eu. Não posso desistir, nem resistir. Eu sou humana e, como tal, sempre cometo o pecado de amar demais.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Por favor, salvem as crianças

Agora falando sério, cadê a ONU? Cadê a Unicef? Cadê a Justiça Divina? Isso precisa parar...

No jornal que eu trabalho a capa e grande parte do conteúdo de Jundiaí de hoje são sobre uma Garota de Programa que espancava o filho da babá e a própria. O menino tem um ano e dois meses e a garota, 19.
Essa monstra batia no menino com cabide de madeira e fez queimaduras nele com um isqueiro. Ameaçada por pistoleiros, a imbecil da menina não pode fazer nada além de apanhar também.
Com medo que o menino morresse de tanto apanhar, a agressora levou ele ao hospital e tentou colocar a culpa na mãe do menino. Não colou, foi presa em flagrante.
Quem quiser ver as fotos, eu não recomendo para estômagos fracos.

Eu atualizo as praças de outras cidades do interior. Em TODAS há algum escândalo com pedofilia. No mundo inteiro há algum escândalo com pedofilia. Desde que o mundo é mundo. Isso faz a coisa "natural" por um acaso? Pelo amor de Deus, NÃO. NÃO FAZ. Sabe, todo mundo tem fetiche. Todo mundo tem tara. Mas quando é doentio e violento desse jeito, não se deve achar comum sucumbir. Não se deve achar natural. Não se deve tentar justificar. Não tem justificativa. É errado. Sexo não consensual é errado. Principalmente se a outra pessoa nem sabe do que você está falando ou, algumas vezes, nem sabe falar ainda...

Isso tudo sem contar todas as notícias que eu já coloquei que são muito parecidas sobre tortura de bebês e crianças por pais, avós, tios, babás. Tortura é ruim. Em alguém inocente, pior. No seu próprio filho... sem comentários.

Eu tenho que admitir que estou desesperada, transtornada. Fora de controle, no momento. De coração mais do que partido. Eu sempre defendi a humanidade. Sempre. Quando falam do fim do mundo, que tudo está perdido, eu sempre levanto e digo que não, que ainda dá pra salvar, que ninguém pode ser essencialmente ruim. Será que eu estive errada todo esse tempo? Será que essa raça que chamamos de humanidade é na verdade uma espécie de predador selvagem e perigoso que deve ter seu número contido e, se for o caso, até extinta? Seria melhor se não estivéssemos aqui?

Humano é como a gente chama aquela coisa que sente, não e? Que tem consciência de si. Que tem consciência. Então essa gente não é humana. São bichos. O que a gente faz com um cachorro que morde, que mata? Será que estou pensando direito?

Por favor, eu imploro, por favor: deixem as crianças em paz. Se você não quer uma criança ou não gosta delas, fique longe. Deixe que elas recebam o que precisam de quem tiver prazer em faze-lo. Elas não sabem ainda, mas cada pequeno abuso que sofrem faz uma marca que pode transforma-las em monstros ainda piores do que somos. Criamos novos monstros todos os dias. Antes de salvar o meio ambiente para deixá-lo para nossos filhos, vamos salvar nossos filhos. Eles não escolheram nascer, mas nós podemos escolher fazer a coisa certa. Eles só precisam de amor e cuidados. Vamos cuidar direitinho deles então.

domingo, 15 de março de 2009

Bolinho de bacalhau

As vezes nós entramos em crise. As vezes com razão e as vezes sem nenhuma.
A melhor coisa é se descobrir um dia sem problema nenhum. É uma agradável surpresa, como sentir o cheiro de fritura e descobrir que dá panela estão saindo bolinhos de bacalhau que sua mãe e seu pai fizeram juntos.

Vida besta/boa!

sexta-feira, 13 de março de 2009

Um pouco de mim

Eu ia fazer um post falando do quanto eu A M O Duffy. É uma cantora, sabe? E é "amo" assim mesmo, em caixa alta e tal. Então eu percebi a uma coisa que motivou outro post, um pouco mais interessante, eu acho.

Quem me conheceu quando eu tinha 12 anos sabia da minha tristeza por estar apaixonada pelo vizinho que acabou namorando minha melhor amiga. Aos 14 eu sofria porque não tinha amigos na colégio. Aos 16 eu sofria porque não podia ir a lugar nenhum e nunca gsotava dos caras certos. Depois dos 18 foi um sofrimento só que tinha até nome.

A minha vida toda eu nunca amei as coisas. Notei que sempre fui muito de "eu gosto" e nunca de "eu amo". Nada me empolgava (além dos meus livros) e reclamava demais.
Hoje eu consigo sorrir para pessoas na rua, sem simpática com todos que me atendem, mesmo que eles não sejam nem um pouco simpáticos comigo. Sorrir de graça é um conceito muito novo pra mim. Eu digo fazer isso genuinamente, sinceramente. A capacidade de amar as coisas também. Eu nem consigo me lembrar direito da pessoa amarga que eu era. Tenho flashs, mas o resto é meio embaçado.

Posso dizer que passei por coisas muito, mas muito ruins nesses 21 anos. Especialmente nesse último. Felizmente, eu consegui sair daquela bagunça muito mudada. Não sem ajuda, é lógico. Meus anjos de guarda, aqueles que ficaram do meu lado e trouxeram luz para a minha vida.
Não posso mais dizer que sou uma pessoa noturna, uma pessoa obsura e atormentada. Eu amo a luz, o sol, comédias romanticas e música brega. Adoro vestir cores, abusar da comida de vez em quando, usar o cabelo solto e cantar alto no chuveiro.

Eu A M O!

E meu pequeno anjo - aquele que não dorme se eu não estiver na cama do lado - me ajudou demais. Ele abriu meus olhos e o meu coração. Ele me ensinou a ir além. A ser forte. E que passar uma hora cantando música e rindo do meu umbigo é mais divertido do que qualquer porre que eu já tomei nessa vida.
Meu outro anjo me ensinou que eu sou mlehor do que eu penso, que eu sou capaz. Ele segurou minha mão quando eu precisei passar num corredor cheio de olhos esperando que eu caísse e me manteve de pé. Ele cobriu minha cabeça quando choveu, meus pés quando esfriou e meus lábios quando me amou. Ele me abraçou, mantendo os pedaços de mim unidos até que eu pudesse andar sem me desfazer.
A coisa sobre esses anjos é que eles me amam pelo que eu sou. Eles realmente me amam. Eles sentem minha falta, eles me completam, eles se preocupam em me fazer feliz e só o que eu quero é que eles sejam felizes também. E é por nós todos que eu vivo hoje. Por mim mesma também.

Essa sensação de liberdade, de poder amar as coisas sem me procupar com julgamentos ou preconceitos, não tem preço. E se faz bem pra mim, faz bem para aqueles que gostam de mim. E é isso que importa.

Se eu me casasse...

...meu vestido seria esse:




E o tempo não passa...

quinta-feira, 12 de março de 2009

Blá

Eu finalmente acabei de ler TODOS os livros da série Crepúsculo (sim, eu li) e achei bem bacana. É, eu gostei. Mas, como Harry Potter e Pollyana, são livros que crescem com o protagonista.
O primeiro Harry é infantil. Quem leu ou viu o filme sabe. O pobre bruxo enfrenta coisas muito piores conforme vai crescendo. Com Bella acontece o mesmo. Ela começa ingênua, insegura, casta e petulante como qualquer moça de 16/17 anos e termina... bom, vai que alguém quer ler o livro, não é?
O fato é que é muito, mas muito fácil dizer que o primeiro livro é ruim. Simplesmente porque ele é narrrado por uma menina de 17 anos sem muita coisa na cabeça. No primeiro momento devemos simplesmente apreciar a história, deixar a curiosidade nos levar até o fim. Sim, porque a história é interessante. A história me faz dizer que o livro é bem legal.
Não a escrita pobre ou o excesso de deslumbres da personagem diante dos vampiros bonitões.
É que, no caso de uma adolescente, há que se sonhar viver naquele mundo. E, no meu caso, lembrar de como era bom ter 17 e sentir aquela coisa fresca de novo. A juventude. Isso vale terminar o primeiro livro.

sexta-feira, 6 de março de 2009

I wanna hold your hand - Across the Universe

Depois eu falo do filme inteiro. Mas vou deixar essa versão muito linda e fofa da música.






terça-feira, 3 de março de 2009

Quem quer ser um adulto?

Enquanto eu andava pelo vale da sombra da morte, digo, pela avenida até o ponto de ônibus, pensava na coisa das pessoas que estavam praticando seu cooper (alguém ainda diz cooper?) e no tipo de vida boa que isso me parecia. Não que eu ache que correr praticamente de madrugada seja uma tarefa fácil, mas é um luxo ao qual poucos podem se dar.

Quem pega ônibus comigo, as 5h45, definitivamente não acordou mais cedo para correr. Eles certamente foram dormir tarde, esperando os filhos chegarem da escola, lavando roupa ou alguma coisa assim.

Por isso eu pensava no quanto eu odiava ser uma adulta. Ficar velha.

Não é só a coisa da idade, isso é o de menos. É sim a coisa de não poder sair quando eu quero, de ter que chegar no horário, de ter que pagar contas pelo resto da minha vida. Essa coisa de ser adulto pega a gente de tal jeito, que ne um estilo de vida destrutivo podemos levar para preservar nossos queridos do sofrimento. É. Eu tenho um filho que depende de mim.

Conheço gente mais velha que eu e que vive a eterna pós-adolescência. Eles gostam. Como poderiam não gostar? A liberdade da irresponsabilidade não tem preço e não pode ser imitada. É como se arremessar de um penhasco para um mergulho. O vento nos cabelos, o tempo passando de forma diferente, nada te prendendo, nenhuma razão para olhar para tras. É só a queda, o objetivo. Você sozinho e ninguém mais.

Eu atualmente divido a minha vida com muita gente. Eu não sou uma adulta comple, pois eu ainda dependo dos meus pais e de outras pessoas. Mas eu realmente espero cruzar a linha logo. Uma vez que já não tenho como deixar de ser adulta, eu quero ser dona do meu nariz o mais rápido possível.

E quando eu for dona do meu nariz, quero divir minha vida com alguém. E que esse alguém me veja como igual. Numa interdependência saudável.

A coisa com ser adulto não é sobre as barreiras que nós são impostas. Sabe? O que vestir, como agir, o que comer. A grande furada de ser adulto é a coisa das barreiras que nós impomos a nós mesmos. Sabe?
Ser consciênte de que não deve beber ou dirigir, de que você precisa do emprego pra sobreviver, de que só porque você pode parcelar não significa que alguma coisa é mais barata.

A coisa que me faz resistir tanto a ser adulta é a tal da respostabilidade. Mas uma vez que ela te pega, não tem jeito.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Música no Wilson

Meu MP4 se chama Wilson. Um dia eu explico.
O fato é que hoje eu estive com o fone de ouvido a noite toda e o Wilson longe, sem que eu pudesse mudar as músicas. Isso me fez concluir algumas coisas:

1)Solos de guitarra muito longos são muito chatos;
2)Músicas de 10 minutos são meio chatas;
3)Bandas famosas são superestimadas;
4)Bandas indie são chatas e superestimadas;
5)Aquela música dos Stone que fala do diabo é muito legal;
6)Música eletrônica é muito repetitiva e a ocasião me fez odiar Praise, que é uma das minhas favoritas.

Num futuro, vou fazer uma pastinh chamada "trabalho". Wilson deve ter escolhido essas porque está com raiva de mim. Um dia eu explico. Agora minha úlcera e eu vamos para casa.

Eeeeeeeeeeeeeeeeee

Monte de m... idéias

Queria que alguém me explicasse a razão de eu ficar aqui, sentada no computador (na frente dele) trabalhando e tendo esses milhões de idéias para histórias. Será que a minha cabeça não entende que aqui não dá? E o pior é que se eu não anoto, esqueço e se anoto, depois não lembro o fio da meada. Ah, ninguém merece! Fiquei anos com a coisa do bloqueio, mais meses sem conseguir terminar um das dezenas de histórias que comecei e agora eu tenho tudo, menos o tempo.

Eu mereço???

Enxurrada

Eu estou com uma vontade de falar. Assim, absurda, sabe? Não fosse o fato de que minhas amigas estão dormindo eu certamente ligaria para uma delas pra contar tudo. Ainda bem que nos veremos esta noite.
Passei a tarde de ontem engasgada, sem conseguir conversar com meu namorado. Tomei um toco da minha chefe e doeu. Muito. Sabe, eu gosto muito dela. A gente é bem colega, quase amiga. Por isso ela ficou tão transtornada quando viu minhas cagadas no trabalho e brigou comigo até perder a linha. Eu só ouvi, é lógico. A lei diz que se você gala, você só limpa e tenta não vomitar em cima.
Namorado, cadê você????
Dormindo também...
Eita, horário!
Quero contar da praia, quero contar das fotos, quaro contar do meu filho, do trabalho...
Agora me falta tempo pra digitar tudinho. Vou falar um pouco de cada vez, num outro post. Ou não...

Ai, se sêsse - Zé Da Luz

Se um dia nois se gostasse
Se um dia nois se queresse
Se nois dois se empareasse
Se juntim nois dois vivesse
Se juntim nois dois morasse
Se juntim nois dois drumisse
Se juntim nois dois morresse
Se pro céu nois assubisse
Mas porém acontecesse de São Pedro não abrisse
a porta do céu e fosse te dizer qualquer tulice
E se eu me arriminasse
E tu cum eu insistisse pra que eu me arresolvesse
E a minha faca puxasse
E o bucho do céu furasse
Tarvês que nois dois ficasse
Tarvês que nois dois caisse
E o céu furado arriasse e as virgi toda fugisse



Não adianta. Nem preciso comentar. Fantástico...