terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Como a internet destruiu nossas vidas

Você que está aqui de bobeira e tem mais de 15 anos, pense no que estava fazendo 15 anos atrás.
No meu caso, estava num apartamento na Cruzeiro do Sul, em São Paulo, andando de bicicleta no terraço e chorando porque tinha deixado minha Baby Sol na varanda quando viajei e ela nunca mais ia voltar a sua cor original. Também estava assistindo Sailor Moon na manchete, toda programação infantil da Cultura e do SBT, além de algumas coisas na Globo. Ah, é! Como poderia esquecer? Também assitia a fita da Pequena Sereia até o video-cassete quebrar. Não tinha computador. O mais pŕoximo disso era o Mega Drive do meu irmão.
Bom, 15 anos depois e aqui estamos. Escravos de uma telinha. De que adianta reclamar que o computador é lento demais, que o MSN causou a sua terceira demissão, que você não vê seus amigos desde agosto, mas o Orkut serve. Você não vai parar de usar o computador. Nem sabe mais o que é pegar fila pra comprar um ingresso. Conhece melhor a programação amercana do que a brasileira. E, se você tem menos de 15 anos, é possível que esteja tendo aulas de psy pelo youtube.
Nada de andar de bicicleta no terraço, montar seus cavaleiros do zodíaco ou pular aquela maldita corda que canta. Não. Interneeeeeeeeeeeet.
Pergunte aos seus pais o que eles estavam fazendo quando tinham a sua idade.
Os meus acampavam todo final de semana em alguma praia hype, com mais 15 pessoas viajando num fusquinha. Quando foi a última vez que você viajou e passou um final de semana inteiro sem ver seus e-mails e sem tv a cabo?
Vejam bem: sem a tal da internet eu não consigo saber o que acontece no mundo. Não sei das fofocas da pessoas que importam e das que não importam. Eu preciso dela. Eu não posso viver sem ela. Uma semana sem computador e eu perdi um monte de oportunidades que apareceram... no meu computador.
Ah, vá! Quem precisa dessa internet maluca?
Diga baixinho: eeeeeeeeeeeuuuuuuuuuu

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Neurose

Bom, eu tenho algumas neuroses. Algumas fobias. E algumas esquisitisses também.
Por exemplo, eu tenho pavor de sementes. Fico desesperada só de pensar em um mamão cortado ao meio ou um suco de maracujá natureba. A verdade é que eu evito ao máximo comer coisas que não sejam minimamente processadas, industrializadas e artificialmente aromatizadas. Recentemente (nem tanto) eu provei essa fruta que ninguém nunca viu, a groselha. Sou viciada no xarope de groselha desde que me lembro de ser viciada em alguma coisa. Amo! Mas a bendita frutinha não é tão legal assim. Imagine uma pitanga entupida de sementes bem, mas bem pequenas. É azedo e cheio de sementes. Consegui romper a barreira pela emoção de encontrar uma groselha ao vivo, uma sensação parecida com chegar em casa e encontrar o Dave Grohl na minha sala comendo pringles. Mas admito que tenho arrepios na nuca toda vez que lembro da sensação da frutinha explodindo na minha boca.

Dizem que o inferno é um lugar onde você vai viver as piores coisas por toda a eternidade. Não acho que seja algo como um campo de concentração que as pessoas andam acorrentadas carregando pedras enormes sem um objetivo. É o inferno, não a Serra Pelada. Por isso acredito que existe um inferno para cada um. Imagino que meu inferno seja, entre outras coisas, um lugar onde eu só posso comer coisas que tenham sementes no meio. Nojo.
FOTO: Cacho de groselhas que achei na internet

A tal da privacidade

Eu sou uma pessoa normal, certo? Tenho alguns amigos, um namorado, uma família que inclui um filho e dois dálmatas. Vou à faculdade todos os dias, ando de ônibus e como fora sempre que posso. O que eu quero dizer é que eu estou o tempo todo exposta a pessoas. Tudo o que for dito pra mim, perto de mim ou mesmo distante, mas num volume que eu consiga ouvir pode e provavelmente será usado nesse blog e em qualquer outra coisa que eu decida fazer. Não existe propriedade intelectual nas conversas. certo? Então está combinado.
Não é como se eu fosse o Woody Allen e precisasse fazer filmes sobre as pessoas ao meu redor. Literalmente. Eu tenho uma mente fértil e sou capaz de pensar em situações muito engraçadas que estão longe de acontecer comigo. Mas isso é um blog. Tipo um diário. Então, cuidado. Alguma coisa que você disse ou ouviu dizer eventualmente aparecerá num post por aqui. Mas não se preocupe: no geral eu sou discreta.
FOTO: Eu posando de fotógrafa num stand de orquídeas

Quem morreu, quem morreu?

Poxa, você não sabe? Nem eu!

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Grand Hotel (Kid Abelha)

Vou inaugurar uma categoria. Ela vai se chamar Leitura Interpretativa. O que acontece? Eu escolho textos e os comento trecho a trecho. Nem sempre eu vou entender o que o autor quis dizer.

Vamos lá!

Se a gente não tivesse feito tanta coisa
Tipo, viagens, aula de cerâmica? Ou sacanagem mesmo?
Se não tivesse dito tanta coisa
É, quando a gente fala muito, a maior parte das coisas é bobagem
Se não tivesse inventado tanto
Tem essa de que nem todo mundo é aberto a varias posições... Ou seriam "coisinhas de casal". Elas irritam, no geral
Podia ter vivido um amor grand'hotel...
O que diabos é um "amor Grand´hotel"? Será que é referência a algum filme? Será que era algo da época?

Se a gente não fizesse tudo tão depressa
Velocidade nunca é bom. NUNCA.
Se não dissesse tudo tão depressa
Quando alguém fala muito rápido as pessoas não entendem direito. É um problema de comunicação.
Se não tivesse exagerado a dose
É. Beber demais sempre causa essa sensação de arrependimento.
Podia ter vivido um grande amor...
Agora sim! Um grande amor. É, forçou a barra, perdeu preibói! Tudo a seu tempo? Acho que sim

Um dia um caminhão atropelou a paixão
Não literalmente
Sem os teus carinhos e tua atenção
Sem essas coisas não existe namoro. Senão eu teria um sólido casamento com o homem do gás.
O nosso amor se transformou em "bom dia!"
Justamente porque ele me diz "bom dia" sempre. Tá, o amor virou educação. Coitados!

Qual o segredo da felicidade?
Dinheiro
Será preciso ficar só prá se viver?
Não. Só é preciso dinheiro.
Qual o sentido da realidade?
Também nunca entendi essa obsessão pela realidade. A Terra do Nunca é muito mais legal do que a Terra de verdade.
Será preciso ficar só prá se viver?
Não, é preciso ter dinheiro pra poder gastar com os amigos. Também de ar. Ar é importante. O resto o dinheiro compra.

Se a gente não fizesse tudo tão depressa
Se não dissesse tudo tão depressa
Se não tivesse exagerado a dose
Podia ter vivido um grande amor...
Como eu disse: insatisfação sexual e ruído na comunicação destroem qualquer relacionamento. Alcoolismo também.

Um dia um caminhão atropelou a paixão
Sem os teus carinhos e tua atenção
O nosso amor se transformou em "bom dia!"
Pessoas educadas também sentem amor, só que é ruim quando as pessoas sem amor só conseguem ser educadas. É isso? Acho que é.

Qual o segredo da felicidade?
Dinheiro
Será preciso ficar só prá se viver?
Não. Viver sozinho é chato. É preciso ficar só para ir ao banheiro, por exemplo.
Qual o sentido da realidade?
To keep it real! - Nossa!
Será preciso ficar só prá se viver?
Só pra se viver...
Ficar só, só pra se viver...
Se você não força a barra com seu namorado, ele não vai te largar. Dai você não precisa ficar sozinha. Essa sensação de que ninguém te entende ou te aceita significa que você é muito estranho e deveria tentar se adaptar. Não é preciso ficar sozinho, basta ser normal, ter dinheiro e não ser chato. Se tiver muito dinheiro, pode até ser chato.

My own sitcom

As vezes eu acho um disperdício não ter um big brother me seguindo o dia todo. Alguns momentos que eu vivo com meus amigos são muito mais engraçados do que os programas que passam na tv. Só que eu não consigo lembrar de todos os momentos com exatidão...
Tenho esse amigo, o Leo. Ele tem um senso de humor muito inteligente e nossas conversas são sequências de ótimas tiradas. Da próxima vez que sair com ele, levo um gravador.

SHUT THE FUCK UP!

=P
FOTO: Leonardo, a pessoa de quem eu falei nesse texto. Ao lado, a amiga Silvia, com quem eu tinha um blog!

Tartaruga

Então minha mãe disse:
- O Victor está cagado!
E meu irmão disse:
- Não, mãe! Se o Victor fosse um cágado ele seria uam tartaruga.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

A ética do "antes ele do que eu"

Ontem teve aula do Cheida. Um dia eu explico quem é o Cheida. Um dia eu explico quem eu sou e o que eu faço. Não acho que eu vá demorar pra fazer isso...
Enfim, aula do Cheida. Ele falava de códigos deontológicos. O Kant era fã da deontologia. Eu não vou explicar quem era o Kant. Ele dizia - entre outras coisas - que devemos fazer para os outros o que gostariamos que os outros fizessem conosco. O fato é que um dia Ben Franklin enviou uma carta para o filosofo perguntando:
"Se um dia um assassino te encontrar e perguntar 'Onde está seu irmão? Eu vou mata-lo!' como você deve responder?"
E foi ai que as pessoas começaram a pensar na coisa da "mentira boa". Quando é que mentir é bom?
Devemos pensar na coisa da credibilidade. Se você mente por uma boa causa, o que te impede de mentir por uma causa que só você ache boa?
Devemos pensar na proporcionalidade. Será que mentir sobre comer um doce é uma coisa inocente? Torna-se mais grave se o mentiroso é um menino diabético, né?
Devemos pensar nos limites. Sabemos que mentir, enganar, roubar e matar são coisas erradas. Se você faz a primeira e está tudo bem, depois a segunda e ainda está tudo bem, o que te impede de partir para a terceira e a quarta? Uma ação ruim leva a outra? A impunidade nas coisas pequenas pode estimular um comportamento hediondo?
Numa sociedade que já não sabe dizer o que está certo ou errado, não está talvez na hora de resgatar certos valores e parar de adaptar? Parar de dizer "ah, mas assim pode" Não pode não! Tem que devolver se a balconista entregou troco a mais. É roubo. Se fosse troco a menos você certamente reclamaria.
Antigamente a honra era o lastro de uma pessoa, era a coisa que definia o quanto ela valia. Hoje em dia a honra não vale nada e ninguém mais é honrado. Todo mundo é flexível, complacente e fecha os olhos pra coisas erradas, desde que não as prejudiquem diretamente. Precisamos enxergar que todo comportamento errado é prejudicial, não importa a necessidade. Vai te atingir de um jeito ou de outro.
Quando formos honrados poderemos voltar a confiar uns nos outros. Poderemos comprar fiado, dar carona, aceitar doces de estranhos.
É claro que sempre haverão espíritos de porco fazendo coisa errada por ai. Cabe a nós não deixar passar. Punir de verdade. Mesmo as coisas pequenas não podem passar impunes.
Pare hoje de mentir pra você mesmo. Você sabe o que fez e o que precisa ser feito. Eu tenho fé em todos nós, acredito na humanidade. Talvez essa seja uma coisa que valha a pena lutar. Sabe? O mundo.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Sutil

Dai eu disse pro rapaz:
- Eu não sei de você, mas eu quero me casar nos próximos 10 anos. Se eu chegar aos 30 solteira, eu desisto!
E ele responde:
- Sabe o que eu acho? Que nas férias a gente deveria sair pra tirar fotos...
FOTO: Paulo, o cara que acha que deveriamos tirar fotos e meu namorado. Sou eu sentada do lado dele com cara de... sei lá!

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Torcedores corinthianos escolhem o Palmeiras o melhor time do mundo

Parem o mundo que eu quero descer. Talvez eu não seja a única a quase cair da cadeira ao ler a pesquisa da revista Viva Futebol, informando que a torcida corinthiana - aquela fiel sofredora - elegeu o eterno rival, Palmeiras, o melhor time do mundo. Sempre pensei que esse fosse um dos sinais do apocalipse. Junte ao aquecimento global e tire suas conclusões.
Apesar da estranha notícia, o Palmeiras é um time que tem seus méritos, como o goleiro Marcos. Sem dúvida um patrimônio ativo do time. Bateu o recorde de gols no Campeonato Paulista de 1993: 101. Já teve o time todo representando a seleção brasileira. Não foi sem razão que o jornal placar elegeu o Palmeiras o Campeão do século XX. Talvez os corinthianos só estivessem descrentes, ou talvez simplesmente tenham sido humildes para reconhecer as qualidades do adversário. Quem sabe? Eu acredito em milagres.

Rapaz alcoolizado sofre acidente fatal em porta de danceteria depois causar briga

Na madrugada do último sábado o estudante Fernando Fernandes, 24 morreu atropelado na frente do Clube Vega, em Campinas, ao tentar se levantar de uma queda causada por uma briga na saída de uma festa.
Segundo testemunhas, Fernandes teria ameaçado um rapaz com uma faca depois de tê-lo insultado e à sua namorada. O jovem não identificado se defendeu empurrando o estudante para rua e atingindo-o com uma pedra. No momento que tentava se levantar um corsa preto cortou a rua em alta velocidade, desrespeitando o semáforo, e atingiu Fernandes lateralmente. O motorista não prestou socorro.
Os bombeiros que foram chamados ao local do acidente encontraram o jovem com traumatismo craniano e múltiplas fraturas. A polícia prossegue buscando o motorista.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Teste

Testando, testando 1,2,3