Ontem teve aula do Cheida. Um dia eu explico quem é o Cheida. Um dia eu explico quem eu sou e o que eu faço. Não acho que eu vá demorar pra fazer isso...
Enfim, aula do Cheida. Ele falava de códigos deontológicos. O Kant era fã da deontologia. Eu não vou explicar quem era o Kant. Ele dizia - entre outras coisas - que devemos fazer para os outros o que gostariamos que os outros fizessem conosco. O fato é que um dia Ben Franklin enviou uma carta para o filosofo perguntando:
"Se um dia um assassino te encontrar e perguntar 'Onde está seu irmão? Eu vou mata-lo!' como você deve responder?"
E foi ai que as pessoas começaram a pensar na coisa da "mentira boa". Quando é que mentir é bom?
Devemos pensar na coisa da credibilidade. Se você mente por uma boa causa, o que te impede de mentir por uma causa que só você ache boa?
Devemos pensar na proporcionalidade. Será que mentir sobre comer um doce é uma coisa inocente? Torna-se mais grave se o mentiroso é um menino diabético, né?
Devemos pensar nos limites. Sabemos que mentir, enganar, roubar e matar são coisas erradas. Se você faz a primeira e está tudo bem, depois a segunda e ainda está tudo bem, o que te impede de partir para a terceira e a quarta? Uma ação ruim leva a outra? A impunidade nas coisas pequenas pode estimular um comportamento hediondo?
Numa sociedade que já não sabe dizer o que está certo ou errado, não está talvez na hora de resgatar certos valores e parar de adaptar? Parar de dizer "ah, mas assim pode" Não pode não! Tem que devolver se a balconista entregou troco a mais. É roubo. Se fosse troco a menos você certamente reclamaria.
Antigamente a honra era o lastro de uma pessoa, era a coisa que definia o quanto ela valia. Hoje em dia a honra não vale nada e ninguém mais é honrado. Todo mundo é flexível, complacente e fecha os olhos pra coisas erradas, desde que não as prejudiquem diretamente. Precisamos enxergar que todo comportamento errado é prejudicial, não importa a necessidade. Vai te atingir de um jeito ou de outro.
Quando formos honrados poderemos voltar a confiar uns nos outros. Poderemos comprar fiado, dar carona, aceitar doces de estranhos.
É claro que sempre haverão espíritos de porco fazendo coisa errada por ai. Cabe a nós não deixar passar. Punir de verdade. Mesmo as coisas pequenas não podem passar impunes.
Pare hoje de mentir pra você mesmo. Você sabe o que fez e o que precisa ser feito. Eu tenho fé em todos nós, acredito na humanidade. Talvez essa seja uma coisa que valha a pena lutar. Sabe? O mundo.
Enfim, aula do Cheida. Ele falava de códigos deontológicos. O Kant era fã da deontologia. Eu não vou explicar quem era o Kant. Ele dizia - entre outras coisas - que devemos fazer para os outros o que gostariamos que os outros fizessem conosco. O fato é que um dia Ben Franklin enviou uma carta para o filosofo perguntando:
"Se um dia um assassino te encontrar e perguntar 'Onde está seu irmão? Eu vou mata-lo!' como você deve responder?"
E foi ai que as pessoas começaram a pensar na coisa da "mentira boa". Quando é que mentir é bom?
Devemos pensar na coisa da credibilidade. Se você mente por uma boa causa, o que te impede de mentir por uma causa que só você ache boa?
Devemos pensar na proporcionalidade. Será que mentir sobre comer um doce é uma coisa inocente? Torna-se mais grave se o mentiroso é um menino diabético, né?
Devemos pensar nos limites. Sabemos que mentir, enganar, roubar e matar são coisas erradas. Se você faz a primeira e está tudo bem, depois a segunda e ainda está tudo bem, o que te impede de partir para a terceira e a quarta? Uma ação ruim leva a outra? A impunidade nas coisas pequenas pode estimular um comportamento hediondo?
Numa sociedade que já não sabe dizer o que está certo ou errado, não está talvez na hora de resgatar certos valores e parar de adaptar? Parar de dizer "ah, mas assim pode" Não pode não! Tem que devolver se a balconista entregou troco a mais. É roubo. Se fosse troco a menos você certamente reclamaria.
Antigamente a honra era o lastro de uma pessoa, era a coisa que definia o quanto ela valia. Hoje em dia a honra não vale nada e ninguém mais é honrado. Todo mundo é flexível, complacente e fecha os olhos pra coisas erradas, desde que não as prejudiquem diretamente. Precisamos enxergar que todo comportamento errado é prejudicial, não importa a necessidade. Vai te atingir de um jeito ou de outro.
Quando formos honrados poderemos voltar a confiar uns nos outros. Poderemos comprar fiado, dar carona, aceitar doces de estranhos.
É claro que sempre haverão espíritos de porco fazendo coisa errada por ai. Cabe a nós não deixar passar. Punir de verdade. Mesmo as coisas pequenas não podem passar impunes.
Pare hoje de mentir pra você mesmo. Você sabe o que fez e o que precisa ser feito. Eu tenho fé em todos nós, acredito na humanidade. Talvez essa seja uma coisa que valha a pena lutar. Sabe? O mundo.
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