Você que está aqui de bobeira e tem mais de 15 anos, pense no que estava fazendo 15 anos atrás.
No meu caso, estava num apartamento na Cruzeiro do Sul, em São Paulo, andando de bicicleta no terraço e chorando porque tinha deixado minha Baby Sol na varanda quando viajei e ela nunca mais ia voltar a sua cor original. Também estava assistindo Sailor Moon na manchete, toda programação infantil da Cultura e do SBT, além de algumas coisas na Globo. Ah, é! Como poderia esquecer? Também assitia a fita da Pequena Sereia até o video-cassete quebrar. Não tinha computador. O mais pŕoximo disso era o Mega Drive do meu irmão.
Bom, 15 anos depois e aqui estamos. Escravos de uma telinha. De que adianta reclamar que o computador é lento demais, que o MSN causou a sua terceira demissão, que você não vê seus amigos desde agosto, mas o Orkut serve. Você não vai parar de usar o computador. Nem sabe mais o que é pegar fila pra comprar um ingresso. Conhece melhor a programação amercana do que a brasileira. E, se você tem menos de 15 anos, é possível que esteja tendo aulas de psy pelo youtube.
Nada de andar de bicicleta no terraço, montar seus cavaleiros do zodíaco ou pular aquela maldita corda que canta. Não. Interneeeeeeeeeeeet.
Pergunte aos seus pais o que eles estavam fazendo quando tinham a sua idade.
Os meus acampavam todo final de semana em alguma praia hype, com mais 15 pessoas viajando num fusquinha. Quando foi a última vez que você viajou e passou um final de semana inteiro sem ver seus e-mails e sem tv a cabo?
Vejam bem: sem a tal da internet eu não consigo saber o que acontece no mundo. Não sei das fofocas da pessoas que importam e das que não importam. Eu preciso dela. Eu não posso viver sem ela. Uma semana sem computador e eu perdi um monte de oportunidades que apareceram... no meu computador.
Ah, vá! Quem precisa dessa internet maluca?
Diga baixinho: eeeeeeeeeeeuuuuuuuuuu
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